ENVELHECIMENTO

Luz azul emitida pelos telemóveis envelhece-nos

Passamos 35% do nosso tempo diário a olhar para o ecrã do telemóvel ou do computador, e ainda mais tempo quando dependemos deles para trabalhar. Mas, sem nos apercebermos, a luz azul que estes dispositivos emitem pode danificar as nossas células.

Luz azul emitida pelos telemóveis envelhece-nos

EXERCÍCIO FÍSICO

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É verdade que o sol também emite luz azul, ou luz visível de alta energia (HEV), mas o seu efeito não é tão pronunciado quanto o dos dispositivos eletrónicos, e isto simplesmente devido à distância: estamos muito mais próximos desses dispositivos e passamos muito mais tempo a usá-los do que a receber a luz solar.

Além disso, uma exposição controlada e com as medidas adequadas, a luz solar ajuda o nosso corpo a reduzir a inflamação. O problema só surge quando usamos este tipo de aparelhos domésticos (ou de trabalho) durante muitas horas.

De acordo com os estudos realizados sobre o tema, a luz azul pode ter impacto no organismo a vários níveis. Para começar, aumenta o stress oxidativo. Esta luz pode penetrar profundamente na pele, gerando radicais livres que, com o tempo, danificam as células da pele, especialmente as fibras de colagénio e elastina.
Como resultado, a pele pode perder um pouco de firmeza e elasticidade, mas também pode ficar em maior risco de desenvolver manchas escuras e hiperpigmentação, além de rugas, ou seja, pode causar envelhecimento precoce.

Mas os problemas não ficam por aqui. Também pode danificar o ADN celular. A exposição prolongada induz quebras na cadeia de ADN, o que pode fazer com que as células desacelerem a sua divisão e morram mais cedo do que o planeado. Isso pode interromper o funcionamento de vários órgãos e tecidos (especialmente os do olho, pois está demonstrado que promove danos na retina e degeneração macular relacionada à idade).

Também dessincroniza os relógios internos. O nosso sistema neuroendócrino e os nossos ritmos biológicos (circadianos) são particularmente sensíveis a essa luz de comprimento de onda curto. Após duas horas de contacto, a produção da hormona que regula o sono, a melatonina, é afetada e o estado de alerta aumenta. Se se dormir pior ou menos profundamente, o corpo perde capacidade de reparar os danos celulares que ocorrem todos os dias, além de aumentar a propensão para todo o tipo de doenças, tanto físicas quanto mentais.

Pode causar ainda inflamação interna. A exposição prolongada à luz azul pode desencadear respostas inflamatórias e aumentar os níveis de substâncias que causam inflamação interna na pele, olhos e outros tecidos, como a interleucina 1 (IL-1).

Perante o exposto, para evitar que isto aconteça, a primeira regra é limitar o uso dos ecrãs. Se se trabalhar com o computador, deve-se evitar olhar para o telemóvel constantemente, especialmente antes de dormir, e combinar o uso da televisão com outro tipo de atividades de lazer, como ler ou fazer artesanato.

Coloque a regra 20-20-20 em prática. Se não for possível reduzir a exposição, seguir esta regra é uma boa ideia: a cada 20 minutos, olhe para algo a 20 pés de distância (cerca de 6 metros) durante cerca de 20 segundos. Dessa forma, reduz a exposição à luz azul e alivia a fadiga ocular.
Outra opção é ativar filtros especiais nos dispositivos, ou ajustar o brilho para corresponder o mais possível ao do ambiente doméstico ou de trabalho. Os óculos com filtro de luz azul também podem ajudar a reduzir a exposição direta dos olhos a essa luz.

Fonte: Tupam Editores

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